segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Hidradenite supurativa (acne inversa): principais sintomas e como tratar

A hidradenite supurativa, também conhecida como acne inversa, é uma doença rara de pele, que provoca o surgimento de caroços dolorosos debaixo da pele, que podem romper e provocar mau cheiro,...
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domingo, 1 de dezembro de 2019

Exame de Cintilografia da Tireoide – O Que é, Para Que Serve, Indicações e Preparo

Cintilografia da Tireoide

Sintomas de problemas na tireoide precisam ser investigados por meio de exames para que qualquer disfunção na glândula seja detectada e corrigida por meio de tratamento médico. Conheça a seguir tudo sobre o exame de cintilografia da tireoide, como ele funciona, para que ele serve e muito mais.

Exames da tireoide são importantes já que alterações no funcionamento da glândula podem afetar todo o resto do corpo. A cintilografia é um exame mais específico que ajuda a identificar e localizar nódulos na tireoide além de outros problemas que podem afetar a tireoide.

Detalhes sobre o preparo, as indicações e para que serve esse exame são encontrados nesse artigo para que você saiba o que esperar desse tipo de exame e entenda o seu significado.

Exame de cintilografia da tireoide – o que é?

A glândula tireoide é essencial para manter os hormônios do organismo em equilíbrio e preservar a saúde de outros tecidos e órgãos.

O exame de cintilografia da tireoide é um teste de imagem que escaneia toda a glândula.

Essa varredura só é possível com o uso de alguma substância radioativa que atua como um corante que permite a obtenção de uma imagem nítida da tireoide.

Tanto o elemento químico tecnécio quanto o iodo radioativo podem ser usados nesse exame devido à grande afinidade deles pela glândula tireoide. O iodo radioativo – em pequenas quantidades – é geralmente o material escolhido para identificar problemas mais comuns como o hipertireoidismo ou o hipotireoidismo. Já o tecnécio é o mais indicado para detectar nódulos.

Tanto as células normais quanto a maioria das células cancerosas da tireoide absorvem o iodo naturalmente. Assim, a substância radioativa tende a se acumular no tecido da tireoide e, com uma câmera especial que detecta emissões radioativas, é possível visualizar o estado da sua tireoide.

Para que serve

Além de avaliar o funcionamento da tireoide de uma forma geral, o exame de cintilografia serve principalmente para investigar anormalidades detectadas em exames físicos ou em exames de sangue.

O teste é capaz de ajudar no diagnóstico das seguintes condições:

  • Inflamação ou inchaço na tireoide;
  • Cistos, nódulos ou outros crescimentos anormais na glândula;
  • Bócio, que é um aumento do tamanho da tireoide;
  • Hipertireoidismo;
  • Hipotireoidismo;
  • Câncer de tireoide.

O exame também é útil para monitorar o tratamento após o diagnóstico.

Indicações

Uma cintilografia da tireoide só é indicada para pessoas que:

  • Apresentam alteração significativa em um ou mais hormônios da glândula em um exame de sangue;
  • Tem nódulos ou bócios palpáveis através de um exame físico na tireoide;
  • Constataram anormalidade em uma ultrassonografia da tireoide;
  • Precisam planejar um tratamento com iodo radioativo;
  • Se encontram em tratamento e precisam monitorar a evolução do quadro.

Preparo para o exame

Para que o resultado do exame seja o mais preciso possível, é importante seguir algumas recomendações.

Quanto ao uso de medicamentos:

Se você estiver usando qualquer tipo de medicamento, é necessário avisar o médico pois alguns remédios podem interferir no exame.

Medicamentos para a tireoide podem precisar de ajustes na dose por 4 ou 6 semanas antes do teste. O uso deles também pode ser totalmente interrompido se essa for a orientação médica.

Alguns remédios para o coração ou qualquer coisa que contenha iodo também pode precisar de ajustes.

Remédios que podem afetar os resultados incluem:

  • Anti-histamínicos;
  • Remédios para a tosse;
  • Estrogênio;
  • Corticosteroides;
  • Barbitúricos;
  • Hormônio adrenocorticotrópico;
  • Solução de lugol;
  • Fenotiazinas;
  • Tolbutamina;
  • Nitratos.

Quanto ao uso de suplementos e vitaminas:

É recomendado suspender temporariamente o uso de multivitamínicos ou de suplementos contendo iodo.

Quanto à alimentação:

É melhor evitar ingerir alimentos ricos em iodo por pelo menos 1 semana antes de fazer o exame já que eles também podem alterar os resultados. Assim, não é indicado consumir:

  • Sal iodado;
  • Tempero que contém sal iodado;
  • Marisco;
  • Laticínios;
  • Sushi;
  • Algas marinhas como a kelp.

Quanto à realização de outros exames:

Outros exames de imagem que também usam iodo radioativo não devem ser feitos antes de uma cintilografia porque podem ocorrer alterações nos resultados.

O indicado é dar um intervalo de algumas semanas entre os exames para evitar problemas.

Outras recomendações:

O jejum por pelo menos 2 horas antes do exame pode ser necessário. Siga as orientações do laboratório em que você fizer o exame.

Além disso, é preciso remover qualquer acessório de metal como joias e cintos antes do exame.

O exame

O exame de cintilografia é um pouco demorado, pois é preciso medir a quantidade de tecnécio ou de iodo radioativo absorvida em determinados intervalos de tempo.

Em geral, quando o exame é feito com o tecnécio, a radiação é medida 2 horas depois de injetar o tecnécio por via intravenosa.

No caso do iodo radioativo, é preciso obter 2 imagens depois que o paciente toma o iodo radioativo por via oral. A primeira imagem é registrada 2 horas depois da administração do iodo e o paciente é liberado para ir embora. Mas, no dia seguinte, 24 horas depois do início do exame, é preciso retornar ao laboratório para fazer mais uma medida.

Riscos

A cintilografia de tireoide é um exame seguro, pois a quantidade de radiação utilizada é bem baixa. O único risco está relacionado com reações adversas ao iodo radioativo. Ainda assim, a reação é bem leve e consiste no rubor cutâneo temporário.

O exame é contraindicado para mulheres grávidas ou lactantes para não colocar em risco o desenvolvimento do bebê, já que, para eles, mesmo pequenas doses de radiação podem ser muito prejudiciais.

As lactantes podem fazer o exame desde que suspendam a amamentação por pelo menos 2 dias depois da cintilografia para ter certeza que todo o iodo foi eliminado do seu sistema.

Interpretando o resultado de uma cintilografia da tireoide

Um exame de cintilografia com resultados normais não mostra uma imagem clara da tireoide, mas indica os locais da glândula que absorveram maiores quantidades de radiação.

Uma absorção alta pode indicar uma tireoide hiperativa e uma absorção baixa pode sugerir uma tireoide hipoativa produzindo menos hormônios do que deveria.

A maioria dos tipos de câncer da tireoide absorvem bastante iodo e, dessa forma, o exame também ajuda a diagnosticar e localizar tumores na glândula.

Através de uma cintilografia, o médico é capaz de identificar várias condições de saúde como:

  • Hipertireoidismo;
  • Doença de Graves (um tipo de hipertireoidismo);
  • Tireoidite silenciosa (inflamação na tireoide);
  • Bócio nodular coloide devido à falta de iodo na glândula;
  • Bócio nodular tóxico que é o aumento de um nódulo em bócio pré-existente.

É fundamental seguir o tratamento indicado pelo médico em casos de anormalidades.

As alterações hormonais provocadas pela disfunção da glândula tireoide podem afetar várias outras funções essenciais para o funcionamento adequado do seu corpo. Assim, é indispensável monitorar a sua saúde e cuidar bem da sua glândula.

Referências Adicionais:

Você já sabia para que servia o exame de cintilografia da tireoide? Conhece alguém que já passou por isso? Comente abaixo!

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10 Sintomas de Hipertireoidismo

Sintomas de Hipertireoidismo

Os principais sintomas de hipertireoidismo serão detalhados aqui para que você reconheça os sinais de que a sua glândula está hiperativa e tome a iniciativa de procurar um médico assim que eles forem observados.

Alterações no funcionamento da glândula tireoide podem resultar em um aumento da produção hormonal, condição conhecida como hipertireoidismo. 

O tratamento do hipertireoidismo e a adoção de uma alimentação saudável para o hipertireoidismo são indispensáveis não só para acabar com os sintomas como também para evitar os problemas de saúde ocasionados pelo desequilíbrio hormonal.

Conheça a seguir quais são os sintomas aos quais você deve estar mais atento e o que fazer quando observá-los.

Hipertireoidismo

O hipertireoidismo é caracterizado pelo aumento da produção de hormônios pela glândula tireoide.

A tireoide é encontrada na parte da frente do pescoço e é responsável pela produção de hormônios como a tiroxina T4 livre (ou tetraiodotironina) e a triiodotironina (T3). A glândula controla o metabolismo do corpo inteiro por meio da liberação desses hormônios.

Quando a tireoide produz T4 ou T3 – ou ambos – em altas quantidades, ela se torna hiperativa e, a partir daí, o metabolismo da glândula fica desregulado, causando vários problemas no funcionamento do corpo.

Principais causas

Diversas são as causas de hipertireoidismo, mas a mais comum é a doença de Graves, um distúrbio autoimune em que os anticorpos estimulam a tireoide a liberar mais hormônios do que é necessário.

Outras possíveis causas de hipertireoidismo podem ser:

– Excesso de iodo ou tiroxina na dieta

O iodo é um mineral essencial para a produção de T4 e T3 pela tireoide. Assim, o excesso de iodo na dieta por meio de alimentos como frutos do mar, sal e pães podem estimular a produção de hormônios da tireoide. A ingestão de alguns suplementos também pode causar uma produção hormonal excessiva.

– Uso de medicamentos

Alguns remédios usados para controlar problemas cardíacos apresentam uma grande quantidade de iodo, o que pode alterar a função normal da tireoide.

Pessoas com hipotireoidismo que fazem tratamento com hormônios sintéticos – como a levotiroxina sódica, por exemplo – precisam fazer exames frequentemente para monitorar a função da tireoide e garantir que a dose usada está adequada ou se são necessários alguns ajustes.

– Tireoidite

A tireoidite é uma inflamação ou infecção na tireoide que faz com que os hormônios tireoidianos escapem da glândula, atingindo a corrente sanguínea e estimulando a produção de novos hormônios.

– Nódulos

Nódulos ou bócios na glândula tireoide são um tecido anormal que aumentam de tamanho mas que geralmente são benignos. Ainda assim, eles interferem na função da tireoide e podem deixar a glândula hiperativa.

– Tumores da tireoide ou da hipófise

Tumores na tireoide ou na hipófise também podem ser a causa do hipertireoidismo. Isso ocorre quando as células de câncer passam a produzir hormônios da tireoide, deixando a glândula hiperativa.

Fatores de risco

Essa doença afeta mais as mulheres do que os homens e é influenciada por fatores genéticos.

Os principais fatores de risco para o hipertireoidismo são:

  • Ser do sexo feminino;
  • Ter um histórico familiar da doença, especialmente da doença de Graves;
  • Estar acima dos 60 anos de idade;
  • Apresentar um histórico médico pessoal de doenças crônicas como a anemia perniciosa, a diabetes do tipo 1 e a insuficiência adrenal primária.

Sintomas de hipertireoidismo

1. Mudanças no padrão intestinal

É comum que o hipertireoidismo altere o seu padrão intestinal causando principalmente aumento dos movimentos intestinais e evacuações mais frequentes. Também é possível passar a urinar com maior frequência.

2. Alterações no ritmo cardíaco

Quando a tireoide produz mais hormônios do que o normal, o corpo entra em um estado hipermetabólico. Isso pode causar batimentos cardíacos irregulares (arritmia cardíaca), batimento cardíaco acelerado (taquicardia) e palpitações.

Durante a taquicardia, a frequência cardíaca passa facilmente de 100 batimentos por minuto. Se esses sintomas forem muito intensos, também pode surgir falta de ar.

A fibrilação atrial é um tipo de arritmia bastante perigosa para a saúde que pode resultar em derrame ou em insuficiência cardíaca congestiva e que pode ser observada em casos mais graves de hipertireoidismo.

3. Sensibilidade ao calor

Pessoas com hipertireoidismo podem apresentar maior sensibilidade ao calor. Assim, elas passam a ficar mais intolerantes ao calor e a sofrer com suor excessivo além de ficar com a pele mais quente e úmida do que o normal.

4. Queda de cabelo e desgaste da pele

O cabelo pode ficar mais propenso à queda. Além da queda, o cabelo pode ficar mais fino e quebradiço.

As unhas também podem ser afetadas e sofrer descamação. Já a pele, tende a ficar com aspecto desgastado, ressecado e mais propensa a irritações.

5. Alterações no apetite e perda de peso inexplicável

O metabolismo mais acelerado pode causar perda de peso não intencional, mesmo quando o apetite e a ingestão de alimentos permanecem inalterados ou até maiores do que antes.

Algumas pessoas podem ganhar peso, mas o mais comum é que um indivíduo com hipertireoidismo apresente aumento do apetite e perda de peso ao mesmo tempo.

6. Inchaço no pescoço

Se a glândula tireoide aumentar de tamanho – sintoma chamado também de bócio – é provável que o seu pescoço fique visivelmente inchado. Ainda que o inchaço não seja visível, um médico é capaz de apalpar a glândula e sentir essa alteração em seu volume.

7. Pressão arterial elevada

As mudanças no ritmo cardíaco podem ter um impacto na pressão arterial sanguínea, que tende a ficar mais alta.

8. Fraqueza, cansaço, tontura e tremores

A fraqueza muscular é um dos sintomas do hipertireoidismo. Junto com ela, pode surgir o cansaço sem motivo, a tontura e a fadiga.

9. Tremores nas mãos

A hiperatividade associada com o aumento do metabolismo pode causar tremores nas mãos.

10. Ansiedade e dificuldades para dormir

Há casos em que sinais de ansiedade como inquietação e nervosismo sem um motivo claro são sintomas de hipertireoidismo.

Devido ao metabolismo mais acelerado do que antes, é comum observar irritabilidade, nervosismo, mudanças de humor e queda na concentração.

Tudo isso também pode interferir na qualidade do sono e causar problemas como insônia e sono leve.

Sintomas específicos em mulheres

Mulheres podem sofrer com sintomas específicos relacionados ao período menstrual. É possível que os períodos fiquem mais leves, irregulares ou ausentes por causa do hipertireoidismo.

Outros sintomas

Os diabéticos podem sentir sintomas que se sobressaem por causa da diabetes. Exemplos incluem a fadiga excessiva e o aumento da sede.

Pessoas que sofrem de doenças cardíacas têm um risco maior de apresentar sintomas como arritmia e insuficiência cardíaca.

É raro, mas alterações na visão podem ser observadas quando o hipertireoidismo é causado pela doença de Graves. Sintomas podem incluir olhos secos, inchaço ou vermelhidão nos olhos, sensibilidade à luz, olhos lacrimejantes, olhos salientes e visão embaçada ou dupla.

Sintomas que indicam urgência

Alguns sinais são mais preocupantes do que outros. Sintomas como tontura, perda de consciência, falta de ar e frequência cardíaca muito acelerada ou irregular merecem atenção médica o mais rápido possível.

O que fazer ao suspeitar de hipertireoidismo

Procurar um médico

Ao notar algum sintoma anormal, é importante procurar um médico para investigar se você tem algum problema de saúde.

Os sinais mais importantes do hipertireoidismo são inchaço na base do pescoço, perda de peso e alterações no batimento cardíaco e, nesses casos, é essencial visitar um médico.

O hipertireoidismo nem sempre apresenta sintomas, mas um exame de sangue para avaliar a função da tireoide é capaz de identificar alterações na glândula mesmo que os sintomas ainda não sejam perceptíveis.

O exame detecta as quantidades dos principais hormônios da tireoide e aponta para desequilíbrios hormonais, se houver.

Exames de imagem como o ultrassom ou a cintilografia com iodo radioativo podem ser solicitados quando o médico detectar anormalidade no exame físico ou no exame de sangue.

Seguir o tratamento

Depois de feito o diagnóstico, o médico vai traçar o melhor plano de tratamento e pedir que você volte algumas vezes no consultório para repetir exames e ajustar a medicação sempre que necessário.

Os medicamentos para o hipertireoidismo suprimem a função da tireoide, fazendo com que menos hormônios sejam produzidos por ela. Isso regula a liberação hormonal e faz os sintomas desaparecerem.

Além de usar o medicamento indicado pelo médico, manter uma dieta saudável com ingestão limitada de iodo também pode ajudar a regular a função da tireoide.

Em geral, o prognóstico do hipertireoidismo é muito bom e, desde que você siga as orientações médicas, é bem provável que todos os seus sintomas melhorem e que você volte a ter uma vida normal.

Referências Adicionais:

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13 Tipos de Exames do Coração – Quais São, Indicações e Para Que Servem

Tipos de Exames do Coração

Doenças cardíacas são uma das principais causas de morte no mundo todo. Exames de sangue rotineiros por si só são capazes de identificar um risco de desenvolver problemas cardíacos, mas aqui você vai conhecer quais são os tipos de exames do coração que ajudam a completar o diagnóstico de uma possível condição cardíaca, além de saber as indicações desse tipo de exame e entender como eles funcionam e para que eles servem.

O ideal seria que as pessoas praticassem exercícios físicos regularmente e focassem em uma dieta saudável que incluísse  alimentos bons para o coração.

Esses dois hábitos são suficientes para prevenir vários problemas de saúde, incluindo as doenças cardíacas. Há inclusive estudos que mostram que praticar exercícios físicos estimula o coração a gerar novas células e também pode deixar o coração mais jovem.

Além de entender mais sobre os tipos de exames do coração e sobre seus possíveis riscos, aqui você encontrará algumas dicas de como lidar com uma doença cardíaca e medidas que podem ser adotadas para prevenir esse tipo de doença.

Importância de cuidar do coração

Uma doença cardíaca é qualquer condição que interfere no funcionamento do coração. Exemplos incluem a arritmia cardíaca, a doença arterial coronariana e muitas outras.

Segundo dados do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), as doenças cardíacas são uma das principais causas de morte.

Esse dado alarmante mostra como é importante realizar exames de rotina para detectar problemas cardíacos antes que eles se tornem um grande problema.

Para que servem os tipos de exames do coração

Apesar de um check-up cardíaco de rotina identificar alterações no ritmo cardíaco e outras disfunções no coração, a maioria das pessoas só procura um cardiologista quando os sintomas já são visíveis.

Dentre os sintomas mais comuns de doenças cardíacas, se destacam:

  • Aperto no peito;
  • Desmaio;
  • Alteração no ritmo do batimento cardíaco;
  • Dor no peito;
  • Inchaço repentino em partes do corpo como as pernas, os pés, os tornozelos ou o abdômen;
  • Falta de ar.

O diagnóstico de um problema cardíaco se dá por vários exames que podem ser úteis para prevenir ou detectar uma doença precocemente (mesmo quando não há sintomas) e também para determinar a causa de um ou mais sintomas específicos.

Quanto antes um problema cardíaco for detectado, menores são os riscos de complicações de saúde.

Primeiros exames solicitados em uma consulta

Antes de partir para os tipos de exames do coração específicos, um cardiologista costuma analisar os sintomas e o histórico médico pessoal e familiar do paciente e realizar um exame físico que engloba a aferição da pressão arterial e da frequência cardíaca.

Depois dessa avaliação inicial, o médico costuma solicitar alguns exames de sangue de rotina para avaliar os níveis de colesterol e glicose, que são fatores determinantes para o risco de doença cardíaca.

Um exame de colesterol completo verifica os níveis de colesterol total, colesterol LDL, colesterol HDL e triglicerídeos.

  • Colesterol total: considera a soma de todos os tipos de colesterol no sangue;
  • Colesterol LDL: são lipoproteínas de baixa densidade – chamada de colesterol ruim – que em excesso se acumulam nas artérias reduzindo o fluxo sanguíneo e aumentando o risco de um ataque cardíaco ou de um derrame;
  • Colesterol HDL: são as lipoproteínas de alta densidade – conhecidas também como colesterol bom – que ajudam a reduzir os níveis de colesterol LDL e a desobstruir as artérias;
  • Triglicerídeos: são um tipo de gordura no sangue que em níveis altos podem ter relação com a diabetes, o consumo abusivo de álcool e o tabagismo.

Para manter uma boa saúde cardiovascular e evitar problemas cardíacos, é importante conhecer os impactos negativos de níveis altos de colesterol no sangue e estar sempre atento aos valores de referência em exames de rotina para controlar o colesterol sanguíneo antes que ele cause transtornos.

Testes adicionais podem incluir o exame de proteína C reativa (PCR) que serve para verificar sinais de inflamação no corpo e que também é um fator importante a ser considerado na determinação do risco de desenvolver um problema no coração.

Apenas depois da interpretação dos resultados desses exames mais básicos, o médico pode solicitar testes mais específicos para diagnosticar um problema no coração.

Quais são os tipos de exames do coração?

Existem dois grandes grupos de exames do coração: os não invasivos e os invasivos. Os invasivos são aqueles que envolvem o uso de ferramentas que entram no corpo, como uma agulha ou um tubo. Já os testes não invasivos são feitos pela parte externa do corpo.

Vamos conhecer abaixo quais são os tipos de exames do coração e saber por que eles são tão úteis para verificar como anda a sua saúde cardíaca.

1. Eletrocardiograma

Um eletrocardiograma (ECG) é um exame rápido que monitora a atividade elétrica do coração e registra essa atividade por meio de sinais elétricos em um gráfico (chamado de eletrocardiograma) em uma folha de papel.

Existe um padrão esperado para a atividade elétrica do coração e, se houver qualquer desvio – como batimentos cardíacos irregulares ou danos no coração –, o cardiologista será capaz de notá-los por meio desse exame.

O ECG pode ser feito em repouso ou durante um exercício físico. Nesse último caso, o exame é chamado de eletrocardiograma de estresse.

2. Ecocardiograma

O ecocardiograma nada mais é do que um ultrassom do coração. O exame usa ondas sonoras que, quando direcionadas ao peitoral, criam uma imagem detalhada da estrutura e da função do coração.

Através do ecocardiograma o médico é capaz de avaliar o estado dos seus músculos cardíacos e das válvulas presentes no coração. Os resultados são capazes de mostrar com clareza o tamanho do coração, o funcionamento das válvulas e também como estão os movimentos de contração e relaxamento do músculo.

3. Teste de estresse

O teste de estresse é conhecido por vários outros nomes como teste de esforço ou teste ergométrico. Ele é útil para observar como o coração se comporta quando você pratica atividades físicas extenuantes.

É o clássico teste da esteira em que o paciente deve caminhar e correr em uma esteira durante vários minutos. Conforme o tempo passa, a velocidade é aumentada aos poucos para que a sua frequência cardíaca também aumente, permitindo que o médico registre a reação do seu coração ao estresse físico progressivo.

Esse exame é interessante não só para detectar problemas cardíacos como também para determinar a sua aptidão para exercícios físicos, já que eles são essenciais para uma boa saúde cardíaca.

Apesar de o uso da esteira ser mais comum, também é possível realizar o teste em uma bicicleta ergométrica e pacientes que, por algum motivo, não podem se exercitar, podem tomar um medicamento que estimula o coração a bater mais rápido temporariamente.

Se você tem dúvidas de como é feito um teste ergométrico, saiba que é importante respeitar o seu limite de esforço físico e usar roupas leves no dia do exame.

4. Holter

O exame Holter pode ser considerado um eletrocardiograma mais longo. No teste, um dispositivo chamado de monitor Holter é posicionado junto ao seu corpo e conectado por meio de vários eletrodos que deve monitorar o seu coração por um período que pode variar de 24 a 48 horas.

Durante o tempo que você usar o Holter, é necessário registrar as suas atividades em um diário para que a interpretação do exame seja feita corretamente. É importante anotar principalmente o horário em que você faz certas atividades como comer, dormir, trabalhar e se exercitar.

Esse teste gera um certo desconforto porque é preciso ficar o tempo todo com os eletrodos conectados, inclusive para dormir, e não é possível tomar banho porque o dispositivo não pode ser molhado.

Apesar disso, é um teste bem legal que monitora o seu coração por um período de tempo mais longo. Assim, ele é mais preciso do que um eletrocardiograma na detecção de arritmias ou batimentos cardíacos irregulares porque pode detectar alterações que passam despercebidas em um ECG comum.

5. MAPA

Um monitor de pressão arterial ambulatorial é um tipo de teste de pressão arterial durante um período de pelo menos 24 horas.

Esse exame é semelhante a um monitoramento com Holter, mas que, ao invés de analisar a frequência cardíaca, registra várias medidas de pressão arterial ao longo do tempo.

Isso é muito importante quando há suspeita de hipertensão, que é um fator de risco para doenças cardíacas ou para saber se um medicamento para controlar a pressão arterial está funcionando como esperado.

6. Ecografia carotídea

Trata-se de uma varredura duplex de carótida que usa ondas sonoras que servem para gerar imagens das artérias carótidas dos 2 lados do pescoço.

O resultado de um exame de ecografia permite que o médico saiba se existe acúmulo de placa nas artérias dessa região e avalie se há risco de derrame.

7. Raio X do tórax

O raio X é um exame de imagem bem comum em que uma pequena quantidade de radiação é usada para que imagens de órgãos do tórax, como o coração, sejam obtidas.

Uma avaliação por meio de raio X ajuda a determinar a causa de sintomas como as dores no peito ou a falta de ar, já que os pulmões também podem ser vistos na imagem.

8. Teste da mesa de inclinação

O teste da mesa de inclinação pode ser solicitado quando sintomas como tontura, vertigem ou desmaio são constatados. No teste, é necessário que você se deite em uma espécie de maca que fica se movendo da posição horizontal para a vertical.

Fatores como frequência cardíaca, pressão arterial sanguínea e nível de oxigênio são constantemente monitorados durante os movimentos.

Esse exame é importante para determinar se o seu desmaio tem relação com alguma doença cardíaca. Se o resultado não for conclusivo, é preciso considerar outras hipóteses diagnósticas e realizar outros exames para detectar a causa dos desmaios.

9. Ressonância magnética do coração

Uma ressonância magnética é um exame em que 2 ímãs muito grandes e ondas de rádio trabalham em conjunto para criar um campo magnético e gerar imagens do interior do corpo.

Durante o teste, você precisa permanecer deitado e completamente imóvel dentro de uma máquina para não prejudicar a qualidade das imagens.

Em uma ressonância magnética do coração – ou ressonância magnética cardíaca – são criadas imagens do coração batendo e dos vasos sanguíneos na região. A análise dessas imagens ajuda no diagnóstico de condições como doenças musculares cardíacas ou doenças das artérias coronárias.

10. Tomografia computadorizada

Outro exame de imagem que pode ser solicitado é a tomografia computadorizada. Nesse teste, várias imagens de raio X são coletadas para criar uma imagem transversal do coração. Para isso, é preciso ficar deitado em uma mesa dentro de uma máquina que gira em torno do corpo coletando diversas imagens.

Existem diversos tipos de tomografia computadorizada para diagnosticar problemas cardíacos.

Exemplos incluem a varredura cardíaca para rastreamento de score de cálcio para visualizar se há depósitos de cálcio nas artérias coronárias ou a angiotomografia das coronárias que serve para verificar se existem depósitos de gordura ou de cálcio nas artérias. Medir as quantidades de cálcio nas artérias coronárias é importante pois o cálcio é um indicador da quantidade de placa acumulada nas artérias.

11. Cateterismo cardíaco e angiografia coronariana

Em um cateterismo cardíaco, o médico insere um tubo bem fino e curto – conhecido como bainha – através de uma veia ou artéria da perna (virilha) ou do braço. Depois disso, um outro tubo mais longo, oco e flexível – chamado de cateter guia – é inserido na bainha para que ele seja guiado cuidadosamente em direção ao coração.

Durante o percurso, o médico realiza vários testes para detectar possíveis problemas nos vasos sanguíneos ou anormalidades cardíacas.

Em seguida, um contraste (geralmente o iodo) é injetado nos vasos sanguíneos do coração e um exame de raio X é feito para que o médico possa ter uma imagem nítida desses vasos. Isso possibilita a visualização do fluxo sanguíneo e a detecção de artérias obstruídas ou mais estreitas do que o normal.

Esse tipo de exame é bem invasivo, mas é muito útil, especialmente durante ou após um ataque cardíaco ou angina.

Veja quais são os riscos de um cateterismo cardíaco e quando ele é indicado.

12. Cintilografia

A cintilografia é um outro exame que utiliza contrastes (normalmente de tálio ou de iodo) para visualizar o fluxo sanguíneo. Tal contraste é injetado na veia e uma câmera específica é usada para verificar o percurso do sangue.

O tálio não se move satisfatoriamente para regiões em que há suprimento insuficiente de sangue, tornando possível identificar qualquer anomalia relacionada ao fluxo do sangue até o coração.

O exame pode ser feito em repouso ou durante um exercício físico.

13. Estudo eletrofisiológico

Se outros exames apontarem para ritmos cardíacos anormais, é provável que o seu médico solicite um estudo eletrofisiológico que é útil para determinar a causa e para ajudar a traçar o melhor plano de tratamento.

No estudo fisiológico, o médico insere um cateter de eletrodo através de um vaso sanguíneo que leva até o coração. Tal eletrodo serve para enviar sinais elétricos específicos para o coração e captar sua resposta, criando assim um mapa da atividade elétrica do órgão.

Ao saber exatamente como o coração responde aos sinais, é possível prescrever medicamentos certeiros para restaurar o seu ritmo cardíaco natural.

Indicações

Quem deve fazer esses tipos de exames do coração?

A recomendação varia entre os cardiologistas, mas em geral é indicado fazer pelo menos o check-up básico anualmente a partir dos 30 anos de idade.

Pessoas mais jovens também devem fazer tais exames se sentirem algum desconforto físico ou se estiverem dentro de grupos de risco para o desenvolvimento de doenças cardíacas. Os principais fatores de risco são:

  • Obesidade;
  • Dieta pobre em nutrientes;
  • Idade;
  • Histórico de tabagismo;
  • Histórico familiar de doença cardíaca.

Em uma verificação de rotina, alguns exames não invasivos são solicitados pelo cardiologista para que ele tenha um panorama geral da saúde do seu coração. Além dos exames de sangue rotineiros, os exames do coração mais comuns são o eletrocardiograma, o ecocardiograma e o teste de estresse.

Se você chegar no consultório médico com queixas de muitos sintomas ou, se os exames mais simples apresentarem alterações nos resultados, pode ser que o médico já peça uma bateria de exames mais completa que pode ou não incluir exames invasivos também.

Riscos associados aos exames do coração

Os exames não são indicados para todo mundo. É muito importante avaliar a saúde geral do paciente antes de solicitar os testes para garantir que o procedimento será seguro.

– Gestação

Mulheres grávidas, por exemplo, não devem realizar exames de raio X ou tomografia computadorizada a menos que eles sejam extremamente necessários, pois a radiação envolvida pode prejudicar o desenvolvimento do feto. Já aquelas que estão amamentando devem evitar amamentar o bebê no peito durante 24 a 48 horas depois de usar qualquer contraste.

– Contraste

O material de contraste usado em uma tomografia computadorizada pode ser prejudicial para pessoas com doenças renais já que a substância é processada pelos rins e pode sobrecarregar a função do órgão.

– Alergia

Sempre há risco de reação alérgica a materiais de contrastes usados em exames. Mas mesmo se uma reação alérgica ocorrer, os profissionais da saúde são capazes de lidar com a situação.

– Limitações

Pessoas que já sofrem de uma doença cardíaca ou de outros problemas de saúde podem ter restrição a certos tipos de exames do coração.

Uma pessoa muito obesa ou que sofre de insuficiência cardíaca, por exemplo, provavelmente não está apta a fazer um teste ergonômico. Nesses casos, o médico deve identificar e respeitar tais limitações afim de preservar a segurança do paciente.

Lidando com uma doença cardíaca

O tratamento adotado varia de acordo com a condição diagnosticada. De uma maneira geral, viver com uma doença cardíaca requer:

– Alterações no estilo de vida

Ingerir uma dieta com baixo teor de gordura e de sódio é importante para evitar complicações. A prática de exercícios físicos moderados por pelo menos 30 minutos diários também é fundamental para fortalecer e condicionar o músculo cardíaco.

Se você fuma ou ingere bebidas alcoólicas em excesso, é recomendado parar de fumar e limitar o consumo de álcool.

– Remédios

Quando as mudanças no estilo de vida não são suficientes para controlar a doença cardíaca, o cardiologista pode prescrever medicamentos para o coração com base no tipo de doença cardíaca que você apresenta.

– Procedimentos médicos

Em casos mais delicados, pode ser preciso se submeter a procedimento médicos ou cirurgias específicas para corrigir problemas no coração. O procedimento indicado também depende do tipo de doença cardíaca, da saúde geral do paciente e da extensão dos danos ao coração.

Importância do tratamento e dicas de prevenção

Complicações de doenças cardíacas incluem o derrame cerebral e o ataque cardíaco, ambas condições que colocam a vida em risco. Ainda que tais complicações não se desenvolvam, uma doença cardíaca pode prejudicar a qualidade de vida.

Os seguintes cuidados com a sua saúde podem não só melhorar a qualidade de vida de uma pessoa que já tem uma doença cardíaca como também prevenir o desenvolvimento de um problema no coração:

  • Parar de fumar;
  • Controlar a pressão arterial sanguínea;
  • Verificar os níveis de colesterol;
  • Se movimentar;
  • Manter um peso corporal saudável;
  • Gerenciar o estresse e a ansiedade;
  • Controlar os níveis de açúcar no sangue;
  • Seguir uma dieta saudável.

Além de procurar um médico caso verifique algum sintoma estranho, é essencial checar sua saúde com frequência e adotar um estilo de vida saudável para viver bem e preservar ao máximo o seu coração, que é crucial para o funcionamento de todos os outros órgãos do organismo humano.

Referências Adicionais:

Você já conhecia os 13 tipos de exames do coração? Conhece alguém que já passou por algum desses? Comente abaixo!

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13 Tipos de Exames do Coração – Quais São, Indicações e Para Que Servemsurgiu primeiro em https://www.mundoboaforma.com.br

Densitometria Óssea – O Que é, Para Que Serve, Indicação e Preparo

Densitometria Óssea

A densitometria óssea é um exame relativamente simples que analisa o estado atual da sua saúde óssea. Vamos mostrar a seguir quando ele deve ser feito, além de abordar como é o preparo para uma densitometria óssea, o que é exatamente e para que serve esse exame.

Apesar de ser um exame rápido e simples de fazer, a indicação pelo médico para esse tipo de avaliação óssea é muito importante, principalmente para pessoas em risco de desenvolver doenças ósseas ou para pessoas com sintomas de osteoporose ou que apresentam sinais de fraqueza nos ossos.

Além de saber tudo sobre esse exame, você vai encontrar diversas dicas que vão te ajudar a fortalecer os ossos e prevenir doenças ósseas.

Densitometria Óssea – O Que é?

Trata-se de um exame que usa raios X para determinar a densidade mineral óssea em um segmento de osso.

Quanto maior o conteúdo de minerais nos ossos, mais densos eles são. Consequentemente, uma densidade óssea alta significa que os ossos são fortes e que a probabilidade de eles quebrarem é baixa.

Para a identificação de fraturas, infecções, câncer e outras anormalidades, é preciso realizar outros exames que geralmente requerem uma injeção com uma substância de contraste, pois a densitometria não é o teste mais adequado para essas situações.

Para Que Serve

Basicamente, um exame de densitometria óssea é útil para determinar se você tem osteoporose, uma condição de saúde caracterizada por ossos frágeis.

A osteoporose é uma condição silenciosa em que nenhum sintoma é observado. Assim, a doença só era considerada em uma hipótese diagnóstica quando os pacientes quebravam um osso ou começavam a sofrer quedas com facilidade.

Conheça causas e sintomas de fraturas por estresse que podem danificar os ossos.

Hoje em dia, já é possível identificar essa fragilidade antes da ocorrência de fraturas ósseas por meio de um teste de densidade óssea.

Assim, o exame serve para:

  • Identificar a redução da densidade óssea antes de o paciente quebrar um osso;
  • Determinar o risco de desenvolver osteoporose e ter ossos quebrados;
  • Confirmar o diagnóstico de osteoporose;
  • Monitorar o tratamento da osteoporose.

Indicação

O exame de densitometria óssea é geralmente indicado nos seguintes casos:

– Fratura óssea recorrente

Acidentes acontecem e fraturas ósseas também. Mas quando essas fraturas ocorrem muito facilmente ou com muita frequência, é provável que os ossos estejam fracos. Nesses casos, o exame ajuda a identificar se a causa das fraturas é a baixa densidade dos ossos.

– Redução de altura

Sabe aquela impressão de que as pessoas idosas diminuem de tamanho? Pois é, a perda de altura pode estar relacionada com fraturas de compressão na coluna vertebral e uma das causas desse tipo de fratura é justamente a osteoporose.

Quando uma redução de altura de mais de 4 centímetros é observada, o exame pode ser solicitado por um médico.

– Controle do tratamento

Pessoas com osteoporose devem fazer um exame de densidade óssea a cada 1 ou 2 anos para avaliar se o tratamento está sendo eficaz.

– Uso de certos medicamentos

Alguns remédios como esteroides podem interferir no processo de reconstrução óssea, podendo causar a osteoporose. Pessoas que fazem uso constante ou prolongado de tais medicamentos precisam monitorar a densidade dos ossos para evitar problemas ósseos.

– Transplante de órgão ou de medula

Pessoas que receberam um transplante de órgão ou de medula óssea apresentam um risco mais alto de desenvolver osteoporose. Isso tem a ver com os medicamentos usados para evitar a rejeição do órgão que podem interferir na reconstrução óssea.

Essas pessoas devem seguir uma dieta especial e ser monitoradas quanto à densidade óssea.

– Queda nos níveis hormonais

Depois da menopausa ou durante o tratamento de alguns tipos de câncer, há uma redução no nível de estrogênio das mulheres. Níveis baixos de hormônios sexuais no organismo deixam os ossos mais fracos, o que aumenta o risco de osteoporose.

Homens que fazem tratamentos para câncer de próstata, por exemplo, têm seus níveis de testosterona reduzidos, o que também pode prejudicar a saúde dos ossos.

– Faixa etária

O envelhecimento naturalmente faz com que a gente perca massa óssea e massa muscular. Assim, geralmente é recomendado que mulheres acima de 65 anos e homens acima de 50 anos façam o exame como uma forma de prevenir a osteoporose.

– Outros motivos

Dores nas costas constantes e inexplicáveis, ou mulheres que de repente começam a apresentar ciclos menstruais irregulares ou param de menstruar mesmo não estando grávidas e nem na menopausa, são fatores que podem levar a um exame de densitometria óssea para verificar se há algum problema.

Preparo para o exame

Algumas recomendações devem ser seguidas para assegurar a precisão dos resultados da densitometria óssea:

  • Não usar suplementos de cálcio por 24 horas antes do exame;
  • No dia do exame, não usar adereços de metal como cintos, brincos ou colares nem roupas que contenham zíper ou botões de metal;
  • Aguardar 7 dias antes de fazer o exame se você usou um contraste ou uma injeção de bário para outro exame, pois a presença de tais substâncias no organismo pode interferir no resultado do teste.

Como é feito o exame

Geralmente, o exame é feito nos ossos que compões a coluna, o quadril e o antebraço, que são os ossos mais fáceis de quebrar quando se tem osteoporose.

Existem 2 tipos de exame de densidade óssea:

– DXA

Da sigla em inglês Dual-energy X-ray Absorptiometry, que significa absorciometria de raio X de dupla energia, o DXA é uma técnica em que raios X direcionados ao corpo geram uma imagem do seu esqueleto no computador de acordo com a quantidade de energia absorvida pelos ossos.

A varredura é feita por um braço mecânico que emite raios X e dura de 10 a 30 minutos. Ela examina os ossos da coluna e do quadril, trazendo resultados bem precisos.

– Teste periférico

Em um teste periférico, são medidos a densidade óssea apenas nas extremidades do corpo que podem ser o antebraço, o pulso, o dedo ou o calcanhar.

Trata-se de um exame feito com um dispositivo portátil e simples, o que torna o exame mais barato, mas também mais limitado porque não são examinadas estruturas ósseas importantes como as da coluna e do quadril.

Apesar desses problemas, é uma boa opção para quem precisa fazer o exame, mas não pode pagar por um teste mais completo.

Interpretação do exame

O resultado de uma densitometria óssea traz duas pontuações chamadas de T-score e Z-score. Dependendo da pontuação obtida, é possível classificar a densidade óssea como normal, abaixo do normal ou acima do normal.

T-score

Esse score compara a sua densidade óssea com a de um adulto jovem e saudável do mesmo sexo que o seu. A pontuação T pode ser:

  • -1 ou acima: indica densidade óssea dentro da média esperada;
  • -1 a -2,5: indica densidade óssea abaixo da média esperada (osteopenia) e risco de osteoporose;
  • -2,5 ou abaixo: sugere densidade óssea bem abaixo da média e confirma diagnóstico de osteoporose.

Z-score

O Z-score é um parâmetro que permite a comparação da sua quantidade de massa óssea com a de outras pessoas do mesmo sexo, peso, etnia e idade que você.

Uma pontuação abaixo de -2,0 significa que você possui uma massa óssea menor do que uma pessoa semelhante a você. Isso significa que a sua perda óssea pode estar relacionada a fatores que não envolvem o processo natural de envelhecimento.

Dicas para melhorar a densidade óssea

Além de usar os remédios para osteoporose, é importante adotar alguns hábitos mais saudáveis para ajudar no tratamento e também para proteger o corpo da perda óssea.

– Treino de força

Exercícios de levantamento de peso e de treinamento de força fortalecem a estrutura óssea existente e promovem o crescimento ósseo durante a adolescência.

Estudos mostram que a prática de atividades físicas que envolvem o uso de pesos durante os anos de pico de crescimento ósseo aumenta a densidade óssea.

Os benefícios que podem ser obtidos com os exercícios são: aumento do tamanho do osso, aumento da densidade óssea, proteção contra a perda óssea, além da redução da inflamação e do aumento da massa muscular.

A inclusão de exercícios funcionais para idosos no dia a dia também pode ajudar esse grupo a evitar a perda óssea.

– Consumo de vegetais

Vegetais verdes e amarelos em geral ajudam a promover o crescimento ósseo em crianças e ajudam a preservar a densidade do osso em adultos.

Um estudo de 2015 publicado no Journal of Bone and Mineral Research mostra a importância da vitamina C – presente em vários vegetais – na proteção contra danos ósseos.

Em uma outra pesquisa de 2015 publicada na revista Nutrients, mulheres na pós-menopausa consumiram porções de repolho, brócolis e de outros vegetais durante 3 meses e foi observado uma diminuição da perda de cálcio. Os cientistas envolvidos no estudo acreditam que o bom resultado tem a ver com os polifenóis e com o potássio presente nesses vegetais.

– Ingestão de cálcio

O cálcio é o primeiro nutriente que nos vem à cabeça quando pensamos em saúde óssea. Os ossos se desgastam a todo momento e é muito importante que a ingestão diária de cálcio seja suficiente para preservar os ossos.

O melhor jeito de absorver cálcio é através do consumo de pequenas quantidades do mineral ao longo do dia. Alimentos ricos em cálcio são o feijão, a couve, a sardinha, o leite e os seus derivados como o queijo e o iogurte.

– Alimentos ricos em vitaminas D e K

Além do cálcio, há várias vitaminas importantes para a saúde óssea. A vitamina K2, por exemplo, reduz a perda de cálcio e ajuda os minerais consumidos na dieta a se ligarem aos ossos.

Alimentos ricos nessa vitamina incluem o queijo, o chucrute e um derivado da soja conhecido na cultura japonesa como natto.

A vitamina D é essencial para o corpo conseguir absorver o cálcio. As pessoas que têm deficiência nessa vitamina apresentam um risco maior de perder massa óssea e de desenvolver doenças como a osteoporose e a osteopenia. A principal forma de obter vitamina D é através da exposição diária ao sol.

Conheça também os alimentos que pessoas com osteoporose devem evitar.

– Peso saudável

Estar dentro da faixa de peso ideal é benéfico para os ossos. Isso porque se você estiver abaixo do peso, há um risco alto de desenvolver condições ósseas e, se você estiver com excesso de peso, a pressão sobre os ossos aumenta.

Dietas mirabolantes para perder peso rápido podem resultar em perda de densidade óssea. O pior de tudo é que mesmo que parte do peso seja recuperada, a densidade dos ossos não é restaurada, o que deixa os ossos mais fracos.

– Boa ingestão calórica

Afim de evitar a perda óssea por meio da perda de peso, é importante evitar a adoção de dietas com ingestão calórica muito baixa.

Uma dieta hipocalórica que respeita as necessidades calóricas do organismo é essencial para manter o equilíbrio de nutrientes essenciais – como proteínas, gorduras, vitaminas e minerais – não só para os ossos, mas também para as outras partes do corpo.

– Consumo de proteínas

Como foi mencionado, a ingestão adequada de proteínas é fundamental para a densidade óssea e para a saúde em geral.

Uma publicação de 2013 da American Journal of Clinical Nutrition descreveu os resultados de um estudo envolvendo aproximadamente 144 mil mulheres na pós-menopausa. Foi constatado que as mulheres que ingeriram uma quantidade mais alta de proteínas apresentaram um aumento na densidade óssea geral e passaram a sofrer menos fraturas no antebraço.

– Ômega 3

Há muitos estudos que atestaram que os ácidos graxos do tipo ômega 3 também atuam na manutenção da densidade óssea.

Consumir alimentos ricos em ômega 3 – como os peixes, as sementes e as nozes – pode ser importante para manter os ossos fortes.

– Alimentos ricos em magnésio e zinco

Além do cálcio, minerais como o magnésio e o zinco fornecem um ótimo suporte para a saúde óssea.

O magnésio, por exemplo, ajuda a ativar a vitamina D que, por sua vez, facilita a absorção de cálcio. Já o zinco é responsável por promover o crescimento ósseo e ajudar a evitar a quebra de ossos.

Exemplos de alimentos ricos em ambos minerais são as sementes, os legumes, os grãos integrais e as nozes.

– Eliminação de hábitos nocivos como fumar e ingerir bebidas alcoólicas

Muita gente não sabe, mas o hábito de fumar pode causar doenças ósseas e aumentar o risco de fraturas. Além disso, o consumo exagerado de bebidas alcoólicas pode resultar em uma baixa absorção de cálcio.

Adolescentes que fumam e bebem álcool são os que mais correm risco de desenvolver doenças ósseas no futuro, mas adultos com esses mesmos hábitos também podem ter a densidade óssea prejudicada.

O desenvolvimento dos ossos se dá durante a infância e a adolescência, mas ter uma dieta e hábitos prejudiciais para a saúde são ruins em qualquer idade.

Assim, elimine hábitos nocivos do seu dia a dia e comece agora a planejar uma dieta mais saudável para evitar a perda óssea e ter boas notícias quando precisar fazer um exame de densitometria óssea.

Referências Adicionais:

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Iodo Radioativo – O Que é, Para Que Serve, Riscos e Cuidados

iodo radioativo

Além de entender o que é e para que serve exatamente o iodo radioativo, você irá conhecer os riscos associados ao seu uso e os cuidados que devem ser tomados ao ser exposto a esse tipo de radiação.

A radiação em quantidades controladas é importante tanto para certos diagnósticos como para tratar certas condições de saúde como alguns problemas na tireoide.

O iodo radioativo é um composto usado comumente tanto no diagnóstico quanto no tratamento de hipertireoidismo e de câncer na glândula tireoide. Vamos ver então o que o iodo radioativo faz no nosso corpo e entender se a terapia radioativa com iodo é segura para a saúde.

Iodo Radioativo – O Que é?

O iodo comum encontrado nos alimentos é um nutriente importante para o nosso corpo, especialmente para o bom funcionamento da glândula tireoide. Essa glândula localizada na parte inferior frontal do pescoço é responsável por produzir vários hormônios que regulam o metabolismo e diversas funções do corpo.

Já o iodo radioativo é um elemento químico com propriedades radioativas conhecido como iodo 131. Em doses controladas, esse elemento é muito importante para o estudo da glândula tireoide em medicina nuclear.

Trata-se de um isótopo do iodo, o que significa que ele é uma substância com o mesmo número de prótons do iodo não radioativo – que encontramos em alimentos e suplementos – mas que tem um número de massa diferente.

Para Que Serve

Substâncias radioativas liberam grandes quantidades de energia. Tal energia é capaz de penetrar através das camadas mais profundas da pele e danificar as células do corpo.

No entanto, há vários casos em que a radiação é extremamente necessária, principalmente em se tratando de diagnósticos e tratamentos de certas doenças.

O iodo radioativo, quando usado em baixas doses, é um grande aliado no diagnóstico de doenças. Em doses maiores, ele é muito importante no tratamento de doenças como alguns tipos de câncer.

A seguir, você vai ver com mais detalhes como o iodo radioativo atua no diagnóstico e no tratamento de várias condições de saúde.

Tratamento de hipertireoidismo

Quando um excesso de hormônios é produzido pela tireoide, temos uma condição chamada de hipertireoidismo.

O excesso de hormônios causado pela hiperatividade da tireoide causa sintomas desagradáveis como ansiedade, nervosismo, batimento cardíaco acelerado, dificuldade para dormir, tremores e ausência de períodos menstruais (em mulheres). O hipertireoidismo também pode causar alterações no peso corporal.

Ao estudar o corpo humano, os pesquisadores descobriram que além de precisar de iodo para produzir os hormônios, a tireoide é o único local do corpo capaz de concentrar iodo. Isso permite que o iodo radioativo seja usado para danificar ou destruir as células da tireoide, ocasionando a redução da produção de hormônios.

Nesses casos, o iodo radioativo é usado na forma de cápsulas de uso oral. A hospitalização só é necessária se a dose de iodo for muito alta, o que é bastante raro.

Após a ingestão da pílula, é importante beber muita água para eliminar o iodo radioativo do resto do corpo que por ventura não foi absorvido pela tireoide.

Normalmente, uma única dose de iodo radioativo é capaz de resolver o problema do hipertireoidismo, mas se os sintomas não melhorarem após 6 meses da primeira dose, pode ser preciso repetir a dose.

Tratamento da doença de Graves

A doença de Graves é um tipo de hipertireoidismo em que a tireoide produz muitos hormônios. Isso causa sintomas como:

  • Inchaço nos olhos;
  • Olhos avermelhados;
  • Bócio, caracterizado pelo aumento da tireoide;
  • Pele das pernas mais grossa e avermelhada.

O iodo radioativo é uma das possibilidades de tratamento nesse caso dependendo da gravidade dos sintomas.

Tratamento de câncer de tireoide

Como já foi mencionado, a tireoide tem grande afinidade pelo iodo e usar o iodo radioativo no tratamento de câncer na glândula faz com que a radiação seja direcionada apenas para o local em que as células cancerígenas estão.

Isso acontece porque, mesmo que o iodo radioativo possa circular por toda a corrente sanguínea, as células da tireoide são capazes de captar o iodo onde quer que ele esteja, o que faz com que a radiação mate as células responsáveis pelo câncer.

O tratamento com iodo radioativo pode ser adotado nos seguintes casos:

  • Logo após a cirurgia para remoção de um tumor na tireoide para eliminar células cancerígenas que podem ter sobrado;
  • Para tratar um câncer de tireoide que se espalhou pelo resto do corpo;
  • No tratamento de um câncer de tireoide que retornou.

Mesmo quando o câncer se espalha para outras partes do corpo, o iodo radioativo é capaz de alcançar essas células e combater a doença.

A radioterapia com iodo pode ser feita apenas uma vez ou repetida a cada 3 meses até que não exista mais nenhum sinal de câncer de tireoide.

Ao contrário do hipertireoidismo que usa doses relativamente baixas, um câncer de tireoide só é tratado com grandes doses de iodo radioativo.

O grande benefício de usar o iodo radioativo no tratamento de câncer da tireoide é que se trata de um tratamento direcionado. Ou seja, ele praticamente não afeta as células de outras partes do corpo, o que mantém a integridade de células saudáveis do resto do corpo e ajuda a reduzir os efeitos adversos relacionados ao tratamento.

Outros tratamentos de câncer com iodo

– Câncer ocular

O melanoma ocular (ou melanoma intraocular – um tipo de câncer ocular) também pode ser tratado com iodo radioativo.

Um pequeno disco contendo iodo radioativo é inserido cirurgicamente próximo ao olho, onde deve permanecer por alguns dias de acordo com a recomendação médica.

– Câncer cervical e uterino

O iodo radioativo é uma das opções de tratamento para mulheres que sofrem de câncer de colo uterino. Nesse caso, o cirurgião insere um dispositivo que mantém o iodo no útero ou próximo ao colo do útero para que ele atue contra as células cancerosas do local.

Durante o tempo em que o dispositivo está no seu corpo, é importante permanecer no hospital porque o seu nível de radiação ficará alto. Esse tempo varia de 2 a 3 dias em que o paciente fica em uma sala isolada além de permanecer deitado na cama para evitar que o dispositivo saia da posição.

Nesse período, o xixi é coletado por meio de um cateter inserido na uretra e na bexiga. Alguns efeitos adversos como desconforto na região pélvica, prisão de ventre e queimação ao urinar podem ocorrer.

– Câncer de próstata

Homens com câncer de próstata podem se beneficiar do tratamento com iodo radioativo. Se o seu câncer estiver em um estagio inicial ou o crescimento do tumor for lento, você pode tratar o problema localmente apenas com o iodo.

Saiba se o câncer de próstata pode ser prevenido e como fazer isso.

Usando essa opção de tratamento, é preciso inserir pequenos grânulos de iodo radioativo na próstata que vão emitir radiação por várias semanas para eliminar o tumor.

Já em casos em que há o risco de a doença se espalhar para outras regiões do corpo, pode ser necessário reforçar o tratamento com outros tipos de radiação.

Efeitos colaterais do tratamento podem incluir necessidade frequente de urinar e diarreia.

Exame de cintilografia da tireoide

Neste exame, doses baixas de iodo radioativo são usadas para a obtenção de imagens da tireoide.

Ao ingerir uma dose de iodo radioativo, a tireoide absorve praticamente todo o iodo e, dessa forma, a substância age como um contraste que será detectado por uma câmera capaz de fazer uma varredura e identificar onde a radiação está concentrada. Onde houver menos radioatividade é o local em que pode existir um câncer.

O teste serve tanto para avaliar a função geral da tireoide como também para detectar e localizar tumores no local.

Cuidados

Ao fazer um tratamento com iodo radioativo é muito importante seguir as recomendações médicas não só para o seu bem, mas também para preservar a saúde de outras pessoas ao seu redor.

Veja quais são os cuidados que devem ser tomados relacionados ao preparo antes do tratamento, à sua alimentação e à saúde das pessoas que convivem com você.

Contaminação

Quando seu corpo recebe uma dose de iodo radioativo, ele emitirá radiação. Assim, logo após as sessões de radioterapia com iodo é possível que a radiação à qual você foi submetido afete pessoas ao seu redor e coloque a saúde delas em risco. Por isso, é importante:

  • Evitar contato físico prolongado e muito próximo com outras pessoas, principalmente em se tratando de crianças ou grávidas;
  • Manter uma distância mínima de 2 metros dos outros;
  • Evitar locais públicos;
  • Lavar as mãos com frequência;
  • Beber bastante água e líquidos para ajudar a liberar o iodo do organismo por meio do suor e da urina;
  • Não compartilhar utensílios de cozinha, itens como toalhas ou roupas de cama e nem objetos de uso pessoal;
  • Evitar contato sexual ou usar camisinha;
  • Lavar a louça e os itens pessoais que você usa e separá-los das outras pessoas da casa;
  • Dormir sozinho em um quarto separado ou em uma cama a pelo menos 1 metro de distância de outra pessoa.

É claro que as precauções indicadas acima são só medidas de segurança e tudo vai depender da intensidade e da dose de iodo radioativo usados no seu tratamento.

Se as doses forem muito altas, é provável que você precise realizar o tratamento em um hospital para reduzir o contato com outras pessoas, mas em doses mais baixas é possível conviver em sociedade normalmente.

Gravidez e lactação

Se a radiação do iodo é capaz de contaminar outras pessoas ao seu redor, já imaginou o que ela pode causar em um feto em desenvolvimento ou em um bebê que mama no peito?

Quando exposto à radiação, um feto pode desenvolver defeitos congênitos ou, até mesmo, não resistir. Já um bebê amamentando fica em grande risco pois, além do seu sistema imunológico pouco desenvolvido, o leite materno pode estar contaminado pela radiação.

Desta forma, em nenhuma hipótese as mulheres grávidas ou lactantes devem se submeter a terapia com iodo radioativo.

Se o tratamento for extremamente necessário e a mulher estiver grávida, é recomendado iniciar a terapia com iodo radioativo apenas depois do nascimento do bebê. No caso de lactante, é importante interromper a amamentação cerca de 6 semanas antes do tratamento e ficar sem amamentar durante todo o tratamento e por um bom período depois da última sessão de radioterapia.

Preparo para o tratamento com iodo radioativo

Existe um hormônio chamado de hormônio estimulador da tireoide (TSH) que aumenta a chance de as células cancerígenas absorverem o iodo radioativo. Quanto maiores os níveis de TSH na tireoide, mais eficiente é o tratamento. Por essa razão, muitas vezes é indicado que você tome uma versão sintética do TSH durante 2 dias antes da terapia.

Se você faz algum tipo de terapia hormonal para tireoide, também é recomendado parar de tomar os comprimidos do hormônio tiroxina (T4) durante 4 semanas e do hormônio triiodotironina (T3) durante 2 semanas antes do início do tratamento. Alguns médicos podem solicitar essa interrupção da reposição hormonal durante todo o tratamento.

Reposição hormonal depois do tratamento

Ao fim do tratamento, a produção de hormônios da glândula tireoide não voltará ao normal. Portanto, é preciso tomar comprimidos de tiroxina por toda a vida para regular a função hormonal.

Dieta

Outra medida que precisa ser adotada para aumentar a efetividade do tratamento e a sua segurança é seguir uma dieta com restrição de iodo. Não é preciso eliminar todas as fontes de iodo da sua dieta, mas é essencial eliminar aquelas que contêm iodo em quantidades significativas.

Alimentos e bebidas que podem ser ingeridos sem medo, devido ao baixíssimo nível de iodo, são:

  • Pães frescos;
  • Frutas e vegetais;
  • Sal comum ou sal marinho;
  • Arroz e massas;
  • Batatas fritas;
  • Chá;
  • Café;
  • Suco de frutas;
  • Leites de origem vegetal como os leites de coco, de arroz, de soja e de amêndoas;
  • Chocolate com 70% de cacau ou mais;
  • Azeite;
  • Óleos vegetais e óleos de nozes;
  • Refrigerantes;
  • Bebidas alcoólicas.

Alimentos que devem ser usados com moderação são:

  • Ovos – um por semana;
  • Queijo – 25 gramas por semana;
  • Leite – cerca de 25 mL por dia (5 a 7 colheres de chá);
  • Produtos lácteos – 1 porção por semana;
  • Manteiga – 5 gramas por dia (1 colher de chá);
  • Produtos que contém ovos como a maionese e alguns tipos de macarrão, por exemplo.

Os alimentos a seguir apresentam altos níveis de iodo e devem ser totalmente restritos durante o tratamento:

  • Peixes, frutos do mar e algas marinhas;
  • Bolos e biscoitos preparados com ovos ou manteiga;
  • Sal iodado ou sal rosa do Himalaia;
  • Algumas vitaminas e suplementos que contém iodo;
  • Fast food;
  • Vegetais crus como brócolis e espinafre.

Conheça também os melhores e piores alimentos para o hipertireoidismo.

Riscos

Qualquer tratamento médico envolve riscos e com o iodo radioativo não é diferente. Os principais riscos associados à terapia com iodo radioativo incluem:

Efeitos adversos

O iodo radioativo pode causar alguns efeitos colaterais como:

  • Boca seca;
  • Alterações no paladar;
  • Náusea;
  • Olhos secos ou olhos lacrimejantes;
  • Dor de estômago;
  • Inchaço ou sensibilidade no pescoço;
  • Inflamação e inchaço nas glândulas salivares;
  • Sensação de vermelhidão.

Por ser um tratamento localizado, o iodo radioativo não causa efeitos adversos desagradáveis como a queda de cabelo. Pois, diferentemente da quimioterapia que afeta praticamente qualquer célula do corpo, a radioterapia só afeta as células locais.

Hipotireoidismo

Como a produção hormonal não volta ao normal depois da exposição ao iodo radioativo, é bastante comum o desenvolvimento de uma tireoide hipoativa, causando um quadro de hipotireoidismo permanente que deve ser controlado por meio de reposição hormonal constante.

Veja quais são os principais sintomas e tratamento do hipotireoidismo.

Infertilidade

A radiação pode afetar a contagem de esperma de um homem e os ovários de uma mulher, o que pode prejudicar a fertilidade ao menos temporariamente.

Os homens também podem ter alterações nos espermatozoides e níveis mais baixos de testosterona durante o tratamento.

Mesmo que seja possível engravidar durante um tratamento de radiação, o contato sexual não é indicado devido ao risco de contaminação ao parceiro.

A recomendação médica para as mulheres é esperar de 6 meses a 1 ano após o término do tratamento antes de tentar engravidar. Os homens também devem ter cuidado para não ter um filho por pelo menos 4 meses depois do fim da terapia.

Apesar de a fertilidade ser afetada pelo tratamento, os danos não são para sempre e as funções reprodutivas voltam ao normal ao longo do tempo.

Considerações

Embora o iodo radioativo deva ser usado com muito cuidado e com doses adequadas, ele é essencial para dar uma nova chance as pessoas que sofrem de doenças como o câncer de tireoide.

Tenha em mente que o desconforto causado pelo tratamento é apenas temporário e que, quanto mais à risca você seguir o tratamento, maiores são as chances de eliminar o câncer e ter uma vida normal novamente.

Referências Adicionais:

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sábado, 30 de novembro de 2019

Palatinose – O Que é, Para Que Serve, Como Tomar e Efeitos Colaterais

Palatinose

A Palatinose – ou Palatinose essential – é uma opção para substituir o açúcar na dieta. A seguir, vamos explicar o que é a palatinose e para que serve, além de dicas de como tomar a substância com segurança e sem risco de efeitos colaterais.

São tantas opções disponíveis quando se fala de substitutos para o açúcar que é fácil se perder em meio a tanta informação.

A palatinose se assemelha a outros açúcares de baixo índice glicêmico que são bons para os diabéticos e para as pessoas que estão passando por um processo de emagrecimento.

Se você tem dúvidas sobre o uso de açúcar ou adoçante na dieta ou se quer saber mais sobre a eficácia e segurança desse tipo de adoçante artificial, leia a seguir o que se sabe sobre eles e se açúcares como a palatinose podem ser realmente benéficos e seguros para a sua saúde.

Palatinose – O Que é?

Conhecida também como isomaltulose ou palatinose essential, a palatinose é um tipo de açúcar produzido artificialmente a partir do açúcar de beterraba.

Os pesquisadores foram capazes de reorganizar a ligação química entre moléculas de glicose e de frutose no açúcar de beterraba, dando origem à palatinose.

Embora ela seja produzida principalmente a partir da beterraba, a palatinose pode ser obtida também da modificação dos açúcares que compõem o mel e a cana-de-açúcar.

O nome palatinose é usado devido à origem desse açúcar, que foi produzido por uma empresa chamada de Südzucker AG na região do Palatinado na Alemanha.

A isomaltulose não é tão doce quanto o açúcar já que apresenta uma doçura relativa de 42% em comparação com o açúcar comum, mas muita gente considera o seu sabor agradável como substituto do açúcar refinado em vários alimentos.

O índice glicêmico da isomaltulose varia de 32 a 37% e ela apresenta cerca de 4 calorias por grama.

Para que serve

A palatinose atua como um substituto do açúcar comum para pessoas que, por algum motivo, querem ou precisam reduzir a ingestão de carboidratos refinados: seja por causa do seu alto índice glicêmico ou devido ao seu elevado teor calórico.

Ela pode ser encontrada como um adoçante para ser adicionado em bebidas ou receitas e também como ingrediente de alimentos processados.

A isomaltulose também pode ser hidrogenada sinteticamente par produzir o isomalte, um outro tipo de açúcar que é pouco digerível pelo organismo, mas que serve de alimento para as bactérias saudáveis do intestino.

Alguns benefícios que podem ser obtidos com o consumo da palatinose no lugar do açúcar são relacionados aos seguintes itens:

– Baixo índice glicêmico

Ao modificar a ligação entre a glicose e a frutose (comumente encontrada em alimentos como a beterraba, o mel e a cana) para gerar a isomaltulose, é formada uma ligação mais forte que a original.

E o que acontece é que o nosso corpo precisa usar mais energia para quebrar essa ligação durante o processo digestivo.

Isso contribui para fatores como o baixo índice glicêmico apresentado pela palatinose e a digestão lenta desse açúcar que faz com que a glicose seja liberada muito lentamente na corrente sanguínea. Dessa forma, a palatinose não causa picos de glicose ou de insulina no corpo.

– Regulação do açúcar no sangue para o controle de doenças

Todos os fatores mencionados anteriormente sobre o baixo índice glicêmico da isomaltulose tornam esse açúcar uma ótima opção para pessoas que sofrem das seguintes condições de saúde:

  • Diabetes;
  • Síndrome metabólica;
  • Hipoglicemia;
  • Resistência à insulina.

– Energia para atividades físicas

Como a palatinose é um carboidrato de lenta digestão, ele fornece quantidades constantes de glicose para o sangue.

Isso é muito importante para praticantes de atividades físicas terem uma fonte de energia para períodos de treino mais longos sem sofrer alterações drásticas nos seus níveis de açúcar durante a prática.

Saiba mais sobre a importância da prática de exercícios físicos para os diabéticos e dicas importante para se dar bem no treino sem sofrer crise de hipoglicemia.

– Queima de gordura e regulação dos hormônios do açúcar

Quando nosso corpo precisa de muita energia – como quando estamos nos exercitando – para uso imediato, o organismo procurar por fontes de energia de fácil acesso, que são os carboidratos em geral. Mesmo que uma pessoa tenha estoques de gordura para usar como fonte de energia, o acesso a eles é mais difícil e demorado.

Estudos indicam que a palatinose pode facilitar a oxidação de gordura estocada nas células adiposas do organismo.

Um estudo publicado em 2009 na revista científica Food Reviews sugere que atletas de resistência apresentam uma capacidade maior de queimar gordura em relação as pessoas com sobrepeso ou que têm condições de saúde como diabetes ou resistência à insulina e isso também tem a ver com os níveis de açúcar no sangue.

Altos níveis de glicose no sangue aumentam os níveis de insulina e pesquisas indicam que a insulina inibe a quebra da gordura e estimula o armazenamento de mais gordura.

Ao trocar um açúcar de alto índice glicêmico que gera picos de açúcar no sangue – e que, consequentemente, leva ao acúmulo de gordura – pela palatinose, que é um açúcar de baixo índice glicêmico, é possível:

  • Controlar os níveis de insulina;
  • Reduzir a quantidade de energia prontamente disponível na forma de carboidratos;
  • Estimular o organismo a usar as reservas de gordura como fonte de energia.

Outro fator importante a considerar sobre a palatinose é que ela é diferente de outros açúcares com baixo índice glicêmico. Enquanto muitos deles fornecem energia imediata na forma de carboidratos devido ao alto teor de fibra, a palatinose não contém fibras e libere a energia continuamente para sustentar a prática de exercícios físicos por períodos de tempo mais prolongados.

Embora a isomaltulose estimule a queima de gordura, ela só vai ser queimada de fato se você for fisicamente ativo para complementar o estímulo.

– Outros benefícios

A palatinose também parece ser benéfica para a saúde dos dentes e para melhorar funções cognitivas como o humor e a memória.

Como tomar

A palatinose pode ser encontrada como um açúcar, mas ela é principalmente encontrada em alimentos, bebidas, suplementos esportivos e em produtos para a saúde em geral para melhorar o sabor deles. A presença de isomaltulose nesses produtos se deve à sua estabilidade e a sua baixa capacidade de absorção de água, o que facilita a sua incorporação em produtos na indústria de alimentos, bebidas e suplementos, por exemplo.

Também pode estar presente em produtos voltados para as pessoas que querem emagrecer ou que apresentam problemas de saúde relacionados aos níveis de açúcar sanguíneos.

Não existe uma forma correta de como usar a palatinose, mas como precaução ela deve ser ingerida em porções diárias de no máximo 50 gramas. Assim, além de moderar o uso na hora de adoçar bebidas, é importante contar com as porções de palatinose descritas nos rótulos de alguns produtos.

Apesar de não se ter conhecimento de nenhum efeito tóxico sobre a palatinose, a moderação é importante para não ultrapassar a sua ingestão calórica diária, pois a palatinose não é totalmente livre de calorias.

É seguro usar palatinose?

Diferente de outros tipos de substitutos para o açúcar, a palatinose não é fermentada pelas bactérias intestinais. Isso faz com que ele não cause grandes desconfortos gastrointestinais que são observados com o uso de vários açúcares de baixo índice glicêmico.

Além disso, pessoas que têm intolerância à frutose ou deficiência na enzima sucrase-isomaltase devem evitar o uso de palatinose.

Mas em geral, ela é considerada um produto seguro já que a isomaltulose tem o selo da Food and Drug Administration de Generally Recognized As Safe (GRAS), o que significa que ela é adequada para consumo humano.

Uma análise publicada em 2002 no periódico científico Food and Chemical Toxicology revisou diversos estudos biológicos e toxicológicos sobre a isomaltulose e foi concluído que a isomaltulose não causa efeitos adversos mesmo quando ingerida em altas doses e que seu uso é tão seguro como o de qualquer outro açúcar a base de frutose e glicose.

Estudos mais recentes também confirmam que a palatinose não faz mal para a saúde, mas como em qualquer dieta é importante focar não só no tipo de açúcar que você usa, mas também na qualidade da sua alimentação como um todo sem deixar de lado a sua saúde física e mental.

Referências Adicionais:

Você já conhecia a palatinose? Conhece alguém que já experimentou? Comente abaixo!

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